FELICIDADE

Deixo os meus pés em liberdade
neste ribeiro de afetos,
                                    mexo-os
como que contando as gotas que por eles passam
ou como quem toca piano ...
na orquestra afinada da passarada
                                                      em coro.
Há fragmentos de sol
por entre a sombra dos choupos
e dos castanheiros,
                               e ouço,
                                           ao longe,
o coaxar dos sapos
e a pissita dos estorninhos.
…… Tento acordar
antes que o corpo desperte
para a verdade,
mas continuo ali,
no útero de felicidade
que a natureza me oferece.
A imaterialidade também acontece
enquanto estamos
                             acordados
sempre que a mente se liberta
dos paradigmas e dos padrões
                             domesticados!
Só encontra
a paz
quem vê
e não quem
olha!


Fernando Morgado

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