OS PODERES
Aquecem os
dias de Abril que mudaram de donos
Nasce a
ilusão e a ousadia de tudo querer, de tudo poder
Florescem
beijos e abraços na deserção da tirania
Quebram-se
as amarras e as garras e soltam-se sorrisos
As
confissões são outras, o amor toma o comando…até um dia
Ouvem-se
gritos de um novo poder “Quem mandava já não mora aqui!”
Os filhos de
Abril, deserdados de rigor, embebedam-se de fins
Crescem na
lava vulcânica de errantes sins
E louvam a
ciência, e a tecnologia. E julgam-se os donos do mundo.
Sopram
prazeres de tudo ter. Tonteamo-nos em posses e mandos.
Somos a presa
domada sob um céu “illuminati”. Sem desmandos.
Tudo termina
em ões, mesmo os parvos e lorpas são morcões.
E os
poderes, meu Deus, e os poderes! Os nossos são ilusões.
Somos donos
da revolta e do silêncio que nos prende bem fundo
Ouve-se por
aí, em surdina, que o facebook e a fome dominam o mundo
Tantos
palermas escondidos em mim, que me julgo doutor
E até sei de
cor: D. Sebastião será o libertador!
Ou não?
Fernando
Morgado
Duvido muito desse libertador kkkkkk. Boa reflexão - com a qual concordo - e gostei muito de te ler. ;)
ResponderEliminarD. Sebastião como exemplo de um português que deu de frosques.
ResponderEliminarHá por aí muitos nevoeiros, são apenas nevoeiros, deles quase nada sai, muito menos alguém...
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