O teu primeiro aniversário.


Os dias correm na velocidade contrária aquilo que queremos.

Há um ano atrás, contava os dias na esperança de que nascesses no dia do meu aniversário. Não sei porque destino, porque caminhos, porque vontades, até podias ter nascido no Dia Internacional do Livro mas, nas voltas do vira, nasceste no Dia Internacional da Dança.

Ainda bem. Porque bem, bem mesmo, foi teres nascido; teres nascido perfeito, com saúde, e com a beleza imensa que nenhuma outra há igual - aos meus olhos!

O tempo, em modo matemática de dias e horas, não se acomoda aos nossos desejos. Quero que o meu tempo passe devagar; não porque quero viver eternamente, mas porque quero ter tempo para te abraçar, para – olhos nos olhos – poder dizer-te: eu sou o teu avô. Já alguém te disse isto?

Ou então, quero que o tempo passe depressa para te ver homem. Até tu, daqui a tempos, vais querer chegar mais depressa ao tempo da escola, ao tempo da universidade, ao tempo do namoro, ao tempo do trabalho, ao tempo em que poderás, por ti, controlar o teu tempo.

Disse esta frase, na banalidade que lhe pertence, muitas vezes: o tempo tudo cura! E não é que agora acredito mesmo nisso? Um dia, os sins e os nãos que valem mesmo a pena serão aqueles que saírem da tua boca, do teu pensamento, das tuas opções.

Vais fazer um ano! Vão-te celebrar com alegria, com paixão, com desejos e sonhos. Talvez, até, te celebrem com água benta. Vão dançar o Hino da Alegria para pedir proteção e saúde, prosperidade e sorte. Vão dançar…porque é o teu dia. O Dia Internacional da Dança.

Também eu te celebrarei. Apaixonado.

Somos do mesmo signo - Touro. Eu de 23 e tu de 29. Abril é mês de liberdade. És o cravo vermelho dos meus sonhos.

Sábado à tarde, e num passo de magia, mal a vela se acenda, ficarei em alegria. Sábado à tarde, será uma tarde bonita, tarde que sendo infinita, caberá toda na minha ilusão.

Sábado à tarde, estarei onde estiveres, porque o sonho não aceita que lhe domem os poderes.

Estarás sempre nos meus caminhos, porque os meus melhores caminhos são desenhados pelo sonho.

Sábado à tarde…

 

Fernando Morgado

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