Aqui,
na varanda em que te espero,
já as gaivotas partiram
e os patos regressam em paz.
Há os barcos e os elétricos,
os homens a jogar cartas 
e os gatos à espera de um mimo.
Aqui,
 
nesta pele de telhados incertos,
 
clarabóias cegas e chaminés caladas,
 
já o sol se põe
 
e a lua espreita.
 
Aqui,
esta sombra de mim,
anuncia a tua chegada.
 
Fernando Morgado

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